Informações Úteis

O que vale a pena saber antes de comprar.

Reunimos as perguntas que mais nos fazem ao balcão, por família de produto. São orientações gerais: uma instalação nova ou alterada deve ser sempre executada por técnico habilitado.

Iluminação

Ver catálogo →

Lúmenes, não watts

A potência (W) só indica consumo. O que ilumina são os lúmenes (lm). Como referência: sala ~150 lm/m², cozinha e escritório ~300 lm/m², garagem ou oficina ~200 lm/m².

Escolher a temperatura de cor

2700–3000K (branco quente) para salas e quartos, 4000K (neutro) para cozinhas, casas de banho e escritórios, 5000–6500K (frio) para armazéns e zonas técnicas. Misturar temperaturas na mesma divisão dá sempre mau resultado.

IRC acima de 80

O índice de restituição cromática (IRC/CRI) diz se as cores aparecem naturais. Abaixo de 80 a comida, a pele e os tecidos ficam com aspeto lavado. Em lojas e cozinhas procure IRC ≥ 90.

IP para exterior e casas de banho

IP44 é o mínimo para zonas húmidas, IP65 para exterior exposto à chuva. Na casa de banho respeite os volumes: dentro do duche só luminárias IPX7 a muito baixa tensão.

Regulação (dimming) sem cintilação

Nem todos os LED são reguláveis. Confirme a compatibilidade entre a lâmpada/driver e o regulador — um dimmer de corte de fase antigo com LED moderno causa cintilação e zumbido.

Cabos e Fios

Ver catálogo →

Secção mínima por circuito

Regra prática em habitação: iluminação 1,5 mm² (disjuntor 10 A), tomadas 2,5 mm² (16 A), termoacumulador e placa 4 a 6 mm² (20–32 A). Na dúvida, sobe-se uma secção — nunca se desce.

Queda de tensão em percursos longos

Acima de ~25 m a queda de tensão começa a pesar. Para um circuito de tomadas a 30–40 m, passar de 2,5 mm² para 4 mm² evita aquecimento e perda de desempenho no fim da linha.

Código de cores

Azul para o neutro, verde/amarelo para a terra, castanho, preto ou cinzento para as fases. O verde/amarelo nunca pode ser usado para outra função — é a cor da segurança.

Enchimento da tubagem

Os condutores não devem ocupar mais de 40% da secção do tubo. Tubo demasiado cheio significa cabo entalado, isolamento danificado e impossibilidade de futuras alterações.

Cabo enterrado

Ao ar livre e enterrado usa-se cabo com bainha (XV/VV), a pelo menos 60 cm de profundidade, em tubo corrugado com fita de sinalização por cima. Fio H07V-K nunca vai enterrado.

Aparelhagem de Manobra

Ver catálogo →

Quantas tomadas por divisão

Não sobrecarregue circuitos: num circuito de 16 A a 2,5 mm² conte no máximo 8 tomadas. Cozinha e sala pedem circuitos próprios, e eletrodomésticos fixos merecem circuito dedicado.

Comutadores de escada e cruzamento

Para comandar um ponto de luz de dois sítios usam-se dois comutadores de escada. A partir de três pontos entra o comutador de cruzamento no meio do circuito.

Alturas recomendadas

Tomadas a 20–30 cm do pavimento (110 cm em bancadas de cozinha), interruptores a 110 cm, quadro elétrico com o topo até 180 cm. Consistência nas alturas nota-se logo no acabamento.

Obturadores são obrigatórios

Em habitação as tomadas devem ter proteção infantil (obturador). É um detalhe barato que evita o pior acidente doméstico com eletricidade.

Escolher a série antes de abrir roços

Séries diferentes têm profundidades e caixas distintas. Definir a gama de aparelhagem no início da obra evita ter de refazer caixas no fim.

Corte e Proteção

Ver catálogo →

Diferencial de 30 mA é obrigatório

O diferencial protege pessoas; o disjuntor protege cabos. Em habitação, todos os circuitos terminais devem estar a jusante de um diferencial de 30 mA de alta sensibilidade.

Tipo AC, A ou Si — qual escolher

Tipo AC só deteta correntes alternadas puras. Com eletrónica (inversores, indução, LED, máquinas modernas) use tipo A. Em circuitos com muitos aparelhos eletrónicos, o tipo Si (superimunizado) evita disparos indevidos.

Curva do disjuntor

Curva B para circuitos resistivos e cabos longos, curva C é o padrão em habitação e serviços, curva D para cargas com forte pico de arranque (motores, transformadores).

Selectividade no quadro

O disjuntor a montante deve ter calibre superior e, idealmente, ser seletivo. Assim uma avaria num circuito não deixa a casa inteira às escuras.

Teste o diferencial de 6 em 6 meses

Carregue no botão TEST. Se não disparar, o dispositivo está avariado e a instalação está sem proteção contra contactos indiretos — substitua de imediato.

Carregadores de Veículos Elétricos

Ver catálogo →

7,4 kW chega para quase toda a gente

Com potência contratada monofásica, o limite prático é 7,4 kW — cerca de 40 kWh numa noite, mais do que o dobro da média diária de quem faz 15 000 km/ano. 11 e 22 kW exigem contrato trifásico.

Confirme a potência contratada

Um carregador de 7,4 kW consome ~32 A. Numa casa com 6,9 kVA vai disparar o disjuntor assim que ligar a placa ou o forno. Ou aumenta a potência, ou instala gestão dinâmica de carga.

Gestão dinâmica de carga

Um medidor no quadro ajusta a corrente do carregador em tempo real ao consumo da casa. É a solução mais barata para carregar rápido sem aumentar a potência contratada.

Proteção específica para VE

O carregamento pode gerar corrente contínua residual, que cega um diferencial normal. É necessário diferencial tipo B, ou tipo A combinado com deteção DC de 6 mA — muitas wallbox já a integram.

Carregue no vazio

Com tarifa bi-horária, programar o carregamento para o período de vazio reduz o custo por 100 km para menos de metade. Todas as wallbox atuais permitem agendar por app.